COLEÇÃO PIRELLI
Quando: abertura hoje, às 19h30; de ter. a dom., das 11h às 18h, qui., das 11h às 20h; até 3/5
Onde: Masp (av. Paulista, 1.578, tel. 0/xx/11/3251-5644)
Quanto: R$ 15 (grátis às terças)
| A quarta edição do Festival Internacional de Fotografia Paraty em Foco começa amanhã e vai até domingo em Paraty, no Rio. Nomes da fotografia nacional e internacional participam do festival e discutem tendências na área. Além de Bruce Gilden, estarão na cidade Cláudio Edinger, Francesco Cito, Ralph Gibson e Jay Colton, entre outros. As inscrições para os workshops estão abertas, e as vagas são limitadas. Para as palestras e entrevistas, os ingressos são gratuitos e devem ser retirados meia hora antes do evento. A programação completa e informações sobre as inscrições podem ser obtidas no site www.paratyemfoco.com.br ou pelo telefone 0/xx/24/3372-0082. |
| Bruce Gilden, da Magnum, participa de evento na cidade fluminense e busca "caras malvados" para retratar no país |
| 2ª edição da "I-Contemporâneo" inclui trabalhos de Thomas Hoepker e Elliott Erwitt, que já estiveram à frente da Magnum |


| Eventos simultâneos acontecem na PhotoImage. Hoje, Greg Gibson (www.greggibson.com) fala sobre "Fotojornalismo & Casamento". Amanhã, o jornalista Ethevaldo Siqueira e a empresária Luiza Helena Trajano abordam o tema "Tecnologia, Varejo & Internet 2.0". Em seguida, Bob Wolheim, da Sixpix (www.sixpix.com.br), faz mediação no painel "Tecnologias que Trabalham a Favor dos Negócios da Fotografia". Por dia de palestras, o ingresso custa R$ 280. |
| Eventos simultâneos acontecem na PhotoImage. Hoje, Greg Gibson (www.greggibson.com) fala sobre "Fotojornalismo & Casamento". Amanhã, o jornalista Ethevaldo Siqueira e a empresária Luiza Helena Trajano abordam o tema "Tecnologia, Varejo & Internet 2.0". Em seguida, Bob Wolheim, da Sixpix (www.sixpix.com.br), faz mediação no painel "Tecnologias que Trabalham a Favor dos Negócios da Fotografia". Por dia de palestras, o ingresso custa R$ 280. |
| São Paulo, quarta-feira, 13 de agosto de 2008 |
| reportagem de capa TENDÊNCIA >> Expositores como Nikon, Canon e Casio mostram produtos para compradores; feira é aberta ao público A venda de câmeras fotográficas digitais não pára de crescer no Brasil, ao mesmo tempo em que o preço delas chega a cair até 20% -no ano passado, uma câmera de 5 Mpixels saía por R$ 590; hoje, custa R$ 400. |
Faça um desenho, como se estivesse usando o Paintbrush, e espere o resultado. O Retrievr (labs.systemone.at/retrievr) faz uma busca no banco de dados do Flickr e retorna com imagens parecidas.
Nem é tão eficiente, mas vale pelo resgate do desenho tosco à mão livre.
O Captioner (shadydentist.com/captioner) também faz a linha precária e divertida, incluindo balões de diálogo em fotos, como em histórias em quadrinhos. Basta colocar o endereço da imagem hospedada no Flickr, selecionar onde vai o balão e escrever alguma frase.
Se ainda tiver mais tempo livre, tente o Flickr Sudoku (www.beckysweb.co.uk/sudoku/flickrsudoku.asp). Em vez de números, o quebra-cabeça lógico conta com imagens -de hamsters, por exemplo. (DA)
DA REPORTAGEM LOCAL
Exposição apresenta imagens de nomes importantes como Cartier-Bresson, Rodtchenko, Man Ray e Brassaï
Com trabalhos que pertenciam ao ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira, "Fotógrafos da Vida Moderna" começa amanhã
MARIO GIOIA
DA REPORTAGEM LOCAL
Man Ray, Cartier-Bresson, Leni Riefenstahl, Robert Doisneau. Grandes nomes da história da fotografia, quase ausentes de coleções de instituições públicas brasileiras, cujas imagens poderão ser vistas a partir de amanhã no MAC (Museu de Arte Contemporânea) do parque Ibirapuera, na exposição "Fotógrafos da Vida Moderna".
A mostra, com curadoria de Helouise Costa, pesquisadora e vice-diretora do museu, reúne 154 fotografias. Desse total, 124 pertenciam à coleção do ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira e foram destinadas ao MAC, sob guarda provisória por decisão judicial.
Complementam a mostra trabalhos já pertencentes ao acervo do museu e ao acervo do IEB (Instituto de Estudos Brasileiros). "Achei importante que as fotografias dialogassem com imagens que já estivessem em outros acervos", diz a curadora. Ela lembra que a coleção de Cid Ferreira tinha cerca de 1.500 fotografias, das quais aproximadamente mil ficaram com o MAC. Outras instituições públicas, como o Museu do Ipiranga, ficaram com o restante, também sob guarda provisória.
Desde novembro de 2005, segundo Costa, os trabalhos estavam no MAC. O primeiro problema a resolver foi identificar todas as fotografias e fazer um inventário delas. "Tivemos de nos preparar para receber esse grande lote, adaptando a reserva técnica e acondicionando as obras de forma adequada."
Para montar "Fotógrafos..." no MAC Ibirapuera, outro ponto problemático foi como apresentar a numerosa coleção, que vai desde precursores no meio, como Eadweard Muybridge (1830-1904) até nomes contemporâneos, como Tracey Moffatt, 47. Na primeira sala da exposição, já há diversas fotografias de Brassaï (1899-1984) e Man Ray (1890-1976), que são os nomes com mais obras representadas (11 e 14, respectivamente).
"Nesse primeiro segmento, quis mostrar como foi construída a imagem do artista, a partir da colaboração mútua de nomes como Picasso e Chagall com os fotógrafos." Há registros raros, como o escultor Brancusi (1876-1957) de olhar perdido em seu ateliê, retratado por Steichen (1879-1973).
Os cruzamentos entre o documental e a experimentação estão presentes na sala seguinte, que tem desde a impressionante "Moça com Leica" (1934), de Aleksandr Rodtchenko (1891-1956), até um registro bem-humorado de freiras no Rio, de Herbert List (1903-1975).
Nas outras salas, há conjuntos raros, como o álbum de Jacques-Henri Lartigue (1894-1986) e o seu fascínio pelas máquinas modernas e seus movimentos, além de uma série de fotomontagens do escritor Jorge de Lima (1893-1953), pertencente ao IEB.
DA REPORTAGEM LOCAL
Além de trabalhos, japonês fotografa encontro entre Niemeyer e o português Álvaro Siza na Casa das Canoas, no Rio
Nesta viagem, fotógrafo que conheceu Le Corbusier e Mies Van Der Rohe se encanta com obras de Vilanova Artigas, em SP
Mostra em SP reúne cem registros feitos pelo francês no país, em 1934, e revela retratos "sem exotismos" de um fotógrafo em início de carreira, que alcançaria o auge na Bahia e na África
| Pierre Verger/Fundação Pierre Verger |
__________________________________________________________________Cristiano Mascaro exibe 50 fotografias em "panorâmica" de sua produção desde os anos 80 no Instituto Tomie Ohtake
Além de exposição, livro lançado hoje revê a sua trajetória, destacando influências de nomes como Cartier-Bresson e Kertész
MARIO GIOIA
DA REPORTAGEM LOCAL
"Um fotógrafo razoável." É como Cristiano Mascaro, 63, se define ao mostrar as 50 imagens que compõem "Todos os Olhares", exposição "panorâmica" ("Retrospectiva não é comigo, eu sou um jovem promissor", brinca) da sua produção, com registros de 1980 a 2008 e curadoria de Agnaldo Farias.
"[As imagens] Vão se encontrando, não é? É, por mais que eu não perceba, não queira, foi esse olho aqui que olhou e elas acabam sempre tendo um vínculo", avalia ele.
"Eu posso ser um fotógrafo razoável, mas eu sempre soube, sem nenhuma má intenção, me aproximar de pessoas admiráveis. O Antonio Candido já fez uma apresentação do meu trabalho, o Ferreira Gullar chamou essas surpresas da fotografia de "espantos", do mesmo modo como o Nelson Rodrigues falava do "sobrenatural"."
Além da mostra, o fotógrafo também é foco de um livro, "Cristiano Mascaro - Desfeito e Refeito" (ed. Bei, organização de Laura Aguiar, R$ 82,50, 128 págs.), que é lançado hoje no instituto. A publicação revisita sua trajetória, com comentários, imagens de sua autoria e de nomes que o influenciaram, como Henri Cartier-Bresson (1908-2004), André Kertész (1894-1985), Ansel Adams (1902-1984) e Sergio Larraín.
"A gente tem de estar disposto para o imprevisto. Eu, pelo menos, não faço um trabalho que você constrói para fotografar. Acho que o sabor da coisa está em, realmente, você sair por aí disposto ao sobrenatural", afirma ele. "O Ansel Adams levou a uma condição extrema a técnica, que virou um elemento de linguagem, ele era muito rigoroso. Mas sua foto mais famosa, "Moonrise, Hernandez, New Mexico" [de 1941], ele fez numa correria, de improviso."
Por isso, São Paulo, cidade de transformações aceleradas e constantes, ainda é um dos principais focos de Mascaro.
"São Paulo exerce um fascínio muito grande sobre mim. Ela está sempre se autodestruindo, não no sentido negativo, se renovando. Há uma diversidade, uma mobilidade, cenários variados. Você fica parado numa esquina, e as coisas acontecem à sua revelia."
E, mesmo sendo retratada por diversas vezes, a cidade não deixa de surpreendê-lo. "Estava fazendo um trabalho por ocasião dos 450 anos de São Paulo para o Instituto Moreira Salles no centro da cidade. Fiquei me hospedando em uns hoteizinhos, e tinha um na Cásper Líbero [o Marian Palace, de 1942] que sempre me interessou. Me hospedei lá e, de madrugada, fui subindo para a caixa d'água. Ao subir a última escadinha, descortinou-se aquela paisagem, foi um fascínio muito grande, um "terra à vista"."
O processo de trabalhar em película também é fundamental para Mascaro. "A satisfação de buscar um lote de provas de contato no laboratório e ver o resultado é muito importante. Vou vendo aos pouquinhos. É igual a uma noite de amor, você não quer que acabe logo."