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quinta-feira, 12 de março de 2009

Fotógrafos Pirelli se dividem entre documental e experimentações, Fonte: Folha de São Paulo

Masp expõe a partir de hoje 80 fotografias recém-compradas pela coleção


SILAS MARTÍ
DA REPORTAGEM LOCAL

É intenso o azul do céu e o dourado da cerveja no copo americano. A gordura transborda dos biquínis baratos -é um dia de praia qualquer na periferia de Recife, mas o tratamento é de ensaio da "Vogue". Nessa encruzilhada entre documental e formalista, a fotógrafa Bárbara Wagner resume as duas vertentes das 80 fotografias da Coleção Pirelli, que o Masp expõe a partir de hoje, oscilando entre registros objetivos da realidade e experimentações um pouco mais ousadas. "Ela explode a cor, estoura o flash na luz do dia para fazer uma coleção de flagrantes", diz o curador da mostra, Rubens Fernandes Júnior, 58, sobre Wagner. "É um trabalho novo." 
Na linha flagrantes, também entram para a coleção cinco instantâneos de Vania Toledo, famosa por seus registros da "beautiful people" no Rio, em São Paulo e Nova York. Estão lá uma modelo nua, Gal Costa, Rodolfo Scarpa, o estilista Marquito e Fernanda Montenegro. 
"Meu trabalho tem isso de não ser invasivo, de ser cool, registrar um momento bacana e ponto", diz Toledo, 58. "É fotojornalismo social e pessoal." Também pessoal é o olhar de Bob Wolfenson sobre o parque industrial de Cubatão, entre São Paulo e o mar. São memórias de infância dessa "antinatureza" que ele tenta traduzir numa série de imagens. "Aquele era um lugar de passagem, que me aterrorizava e me capturava", lembra Wolfenson, 54. Essa atração e repulsa pela paisagem aparece nas obras -mais experimentais- de outros fotógrafos, muitos de fora do eixo Rio-SP, uma prioridade dos curadores desta edição. 
Enquanto o paranaense Rogério Ghomes carrega nas cores do horizonte marítimo, dando pegada expressionista ao que poderia parecer banal, o mineiro José Faria recorre a colagens e múltiplas exposições. Sem grandes ambições formais, senão o preto-e-branco em alto contraste, André François mostra a rotina de hospitais na Amazônia, trabalho que terá uma sala especial no Masp. 
Em contraponto, uma espécie de núcleo histórico da coleção reúne imagens da Salvador clássica de Voltaire Fraga e do Rio bossa-novista de Milan Alram, que flagrou Helô Pinheiro, a garota de Ipanema, prestes a passar seu bronzeador. 


COLEÇÃO PIRELLI
Quando: abertura hoje, às 19h30; de ter. a dom., das 11h às 18h, qui., das 11h às 20h; até 3/5 
Onde: Masp (av. Paulista, 1.578, tel. 0/xx/11/3251-5644) 
Quanto: R$ 15 (grátis às terças)
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Fonte: Folha de São Paulo 

segunda-feira, 9 de março de 2009

Exposição discute ética das imagens , Folha de Sao Paulo, 09 de marco de 2009

"Controverses" debate poder, sexo e religião em 170 anos de história da fotografia, na Biblioteca Nacional (Paris)

GABRIELA LONGMAN
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, EM PARIS

As imagens são bem conhecidas; as disputas de poder por trás delas nem tanto. Apoiados em 170 anos de história da fotografia, o curador Daniel Girardin e o advogado Chistian Pirker escolheram 80 casos fotográficos polêmicos que chocaram o público, dividiram opiniões ou geraram processos históricos na justiça. O conjunto forma a exposição "Controverses" (controvérsias), inaugurada na última terça em Paris, no prédio da antiga Biblioteca Nacional, onde permanecerá até o dia 24/5.
A tentativa é traçar uma "história jurídica e ética da fotografia", da invenção do daguerreótipo (1839) à época atual. Um texto acompanha cada foto, apresentando seu contexto e as discussões por ela geradas. Como a justiça e a opinião pública lidaram com a imagem ao longo do tempo? As discórdias quase sempre envolvem liberdade de expressão, privacidade, direito autoral ou manipulação.
Alguns exemplos: em 1860, as fotos que o escritor Lewis Carroll tirou de Alice Liddell (a menina que inspirou a personagem) geraram suspeitas de pedofilia que perduraram, embora nada jamais tenha sido provado. Pode a imagem de uma criança revelar a perversidade daquele que olha? A mesma dúvida é retomada numa foto dos anos 80: Garry Gross fotografou Brooke Shields, nua e supermaquiada, com apenas dez anos. Embora a foto tenha sido autorizada por sua mãe, Shields, depois de crescida, processou o fotógrafo.
Sexo, religião, poder e guerra são as palavras-chave. Não é à toa que um texto na entrada adverte que o público poderá ter "sua sensibilidade ferida". Deve-se exibir cadáveres em todo o seu horror? O Cristo imerso em urina fotografado por Andrés Serrano desrespeita os seguidores da fé cristã? As imagens do Holocausto traduzem o horror dos campos? O trabalho de Sebastião Salgado deve ser entendido como denúncia social ou estetização da miséria?
Ao longo do percurso, cenas artísticas, jornalísticas e publicitárias são colocadas lado-a-lado, como se essas categorias não dessem conta da complexidade de uma fotografia. A data revela-se mais importante do que o gênero. "O que nos interessou foi o debate público que cada uma dessas imagens suscitou. Nós quisemos mostrar posições que se enfrentaram, sem tomar partido", escreveu Girardin na apresentação.
Conceitos de verdade, veracidade e autenticidade são postos à prova. Pode uma foto servir de prova criminal? Cenas da Comuna de Paris (1870) e da prisão de Abu Ghraib, em 2003, levantam a questão. São apenas dois de infinitos exemplos.

Fonte: folha online

terça-feira, 9 de setembro de 2008

FESTIVAL TERÁ ENTREVISTAS E WORKSHOPS



A quarta edição do Festival Internacional de Fotografia Paraty em Foco começa amanhã e vai até domingo em Paraty, no Rio. Nomes da fotografia nacional e internacional participam do festival e discutem tendências na área. Além de Bruce Gilden, estarão na cidade Cláudio Edinger, Francesco Cito, Ralph Gibson e Jay Colton, entre outros.
As inscrições para os workshops estão abertas, e as vagas são limitadas. Para as palestras e entrevistas, os ingressos são gratuitos e devem ser retirados meia hora antes do evento. A programação completa e informações sobre as inscrições podem ser obtidas no site www.paratyemfoco.com.br ou pelo telefone 0/xx/24/3372-0082.

Fotógrafo leva "atitude de NY" a Paraty

São Paulo, terça-feira, 09 de setembro de 2008



Bruce Gilden, da Magnum, participa de evento na cidade fluminense e busca "caras malvados" para retratar no país

CRISTINA LUCKNER
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

"Sou conhecido por fazer fotos muito de perto. E, quanto mais velho fico, mais perto chego. Tento dizer mais mostrando menos", diz o americano Bruce Gilden, há dez anos na Magnum Photos.
Gilden, 61, é um "street photographer" (fotógrafo de ruas) e trabalha com fotografia há 40 anos. Seu estilo se baseia em captar imagens como são, sem pose ou manipulação do objeto.
A fascinação pelas ruas e seus personagens começou quando era criança e observava, da janela do segundo andar do apartamento onde morava no Brooklyn, em Nova York, o fluxo lá embaixo. "Fui fisgado."
Estudou sociologia, mas, ao assistir a "Depois Daquele Beijo" (1966), filme de Michelangelo Antonioni sobre um fotógrafo e a discussão sobre a percepção da realidade, resolveu se dedicar à fotografia.
Ele mira a grande angular naqueles que chamam a sua atenção nas ruas, seja em Nova York, na Índia, na Irlanda, no Haiti ou no Brasil, onde estará pela primeira vez nesta quinta, dia 11, para ministrar o workshop "Street Smart: Fotografia de Rua", no Festival Internacional de Fotografia Paraty em Foco, que acontece de amanhã a domingo, em Paraty.
"Sempre quis vir ao Brasil", diz o fotógrafo, "para poder concluir meu próximo projeto, um livro com retratos dos "caras malvados", que venho amadurecendo há algum tempo".
Durante a palestra, ele deve mostrar algumas de suas séries de retratos, como os do livro "After the Off" (1999) -uma colaboração com o escritor Dermot Healy que retrata a vida dos freqüentadores de corridas de cavalos na Irlanda.
Bruce Gilden foi premiado na Europa, no Japão e nos Estados Unidos. Tem oito livros publicados com personagens haitianos, japoneses, irlandeses, ciganos, fashionistas e, claro, nova-iorquinos. "Nasci em Nova York e tenho a atitude nova-iorquina que levo para os países em que fotografo, que inspira meu olhar. Sou um fotógrafo provocador por isso."

Lado oeste
Gilden considera NY seu projeto de vida. Lá, caminha com o "radar" ligado -sempre do lado oeste da rua, algo que não sabe explicar-, à procura do próximo retrato.
Para Gilden, fazer uma foto é um processo físico e dinâmico. "Me movimento, ajusto meu corpo para conseguir o melhor ângulo, algo que a idade agora dificulta", diz, com bom humor.
O uso do flash em seu trabalho tem a função de isolar o objeto em primeiro plano. A luz o ajuda a visualizar e definir os sentimentos que tem pela cidade. "A energia, a ansiedade. Minhas imagens falam da condição da sociedade."
O fotógrafo gosta da elegância que a ausência de cor empresta a suas fotos. "Enxergo em preto-e-branco", brinca, "e isso me faz responder a outros estímulos que não a cor. Estou mais ligado a formas, detalhes de uma situação".

Feira traz destaques do fotojornalismo

São Paulo, terça-feira, 09 de setembro de 2008



2ª edição da "I-Contemporâneo" inclui trabalhos de Thomas Hoepker e Elliott Erwitt, que já estiveram à frente da Magnum

Entre os cerca de cem trabalhos da mostra está famoso registro de Hoepker de jovens com fumaça das Torres Gêmeas ao fundo


SILAS MARTÍ
DA REPORTAGEM LOCAL

Thomas Hoepker passou semanas na cola do boxeador Muhammad Ali para fazer um retrato célebre de seu punho estendido em direção à câmera. Elliott Erwitt sentou mais de seis vezes diante de Marilyn Monroe para conseguir caras e bocas impecáveis. "Naquela época, quando a gente encontrava alguém interessante ou famoso, grudava nele", lembra Hoepker em entrevista à Folha. Já Erwitt tem saudade dos velhos tempos. "Isso que a gente fazia nos anos 60 não existe mais. Hoje sou como motorista de táxi, só faço o que mandam", reclama. Pela falta de tempo e também por causa da morte das grandes revistas fotográficas, como a americana "Life" ou a alemã "Stern", esses fotógrafos trocaram a imprensa pelo mundo da arte e expõem suas fotos em São Paulo, na segunda edição da feira de fotografia "I-Contemporâneo", que é aberta na quarta para convidados. A mostra acontece no nono andar do shopping Iguatemi, que, apesar da falta de vocação para museu, traz a chance de ver instantes marcantes clicados por grandes fotógrafos. São cerca de cem trabalhos, com preços de R$ 3.000 a R$ 9.000. Hoepker, alemão, e Erwitt, francês, ambos radicados em Nova York, já estiveram à frente da agência Magnum, aquela fundada por Henri Cartier-Bresson e amigos e que definiu o que era fotojornalismo -ser registro visual de uma época. É bem isso que Hoepker exibe aqui em uma de suas fotos mais conhecidas. Um grupo de jovens conversa à luz do sol num dia quente no Brooklyn, enquanto ao fundo surge a fumaça preta das Torres Gêmeas, alvejadas momentos antes por dois aviões. Hoepker conta que tentou chegar ao epicentro do ataque, mas ficou preso no trânsito. Foi então na direção oposta e, do outro lado do rio, flagrou um clima nada terrorista. Em respeito às vítimas, disse que esperou três anos para publicar a imagem -estampada na capa de um livro seu-, mas foi acusado de banalizar a violência. "As pessoas são condicionadas pela mídia a enxergar realidades terríveis", diz Hoepker. "Mas depois desligam a TV, e a vida continua. A realidade às vezes pode enganar." Outro exemplo do que parece, mas não é: Andy Warhol, quando posou para Hoepker, não tinha nada da força pop de sua obra. "Ele estava muito nervoso", lembra o fotógrafo. "Parecia um zumbi, muito distante, absolutamente frio." No caso de Erwitt, a missão impossível que pode parecer fotografar Fidel Castro e Che Guevara resultou bem fácil. Ele conta que chegou a Cuba, conheceu uma equipe que fazia um documentário sobre o regime e se misturou ao grupo. "Ficamos lá fumando charutos o tempo todo, eu, Fidel, Che", conta. "Eu fotografei o que podia entre um charuto e outro."

Imagens fora do roteiro
Do outro lado do mundo, o brasileiro Miguel Rio Branco, hoje correspondente da Magnum e com exposição individual na mostra, fotografou cenas de Tóquio para um livro sobre os bastidores do filme "Babel", de Alejandro Iñárritu. Dos 20 dias que passou na cidade, registrou uma série que vai muito além do filme -cujos trechos em Tóquio contam os dramas de uma adolescente surda. Rio Branco, abusando das cores fortes que o consagraram, lança um outro olhar sobre a metrópole: deslumbrante e vazia.

I-CONTEMPORÂNEO
Quando: de quinta a domingo (14/ 9), das 14h às 21h
Onde: shopping Iguatemi - 9º andar (av. Brig. Faria Lima, 2.232, tel. 0/ xx/ 11/8584-1747; livre)
Quanto: entrada franca

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Rolleiflex MiniDigi AF 5.0




Câmera digital com o design único da Rolleiflex em formato miniatura; tira fotos com até 5 Mpixels, tem tela de LCD de 1,1 polegada no topo, foco e balanço de branco automáticos
US$ 399
www.urbanoutfitters.com

Quiosques imprimem em segundos

DA REPORTAGEM LOCAL Mesmo com todas as firulas disponíveis na internet, muita gente ainda gosta de fazer álbuns físicos.
Laboratórios de fotografia oferecem o serviço e ainda dão espaço para que o consumidor faça parte do processo, por meio de quiosques de impressão.
Os aparelhos são fáceis de usar e fazem impressões rápidas. Em geral, recebem fotos armazenadas em diversos suportes, como cartão de memória, CD e DVD.
Os quiosques também reconhecem arquivos enviados pelo USB da câmera digital e até aqueles transferidos por celular, via Bluetooth.
"Quem mais procura esse tipo de serviço são jovens, que têm pressa e gostam de sair da loja com as fotos", diz Viviane Santos, vendedora da PrintColor do Shopping Higienópolis, em SP.
Segundo ela, consumidores mais velhos optam pelo processo tradicional.
O processo de imprimir em quiosques é simples. Em teste realizado pela Folha, o aparelho da Kodak localizado na PrintColor imprimiu oito fotos em apenas um minuto e 15 segundos.
O preço de cada fotografia saiu por R$ 1,20.
Com tela sensível ao toque, o quiosque tem um menu bastante intuitivo. Você escolhe a opção de copiar fotos e seleciona o que vai imprimir. Também é possível escolher se você quer colocar moldura nas imagens ou transformá-la em cartão ou convite, por exemplo.
Há opção de tamanho tradicional, o de 10x15 cm, além de outros, como 15x20 cm.
Na FotoPaulo, também localizada no Shopping Higienópolis, a impressão das mesmas oito fotos levou cerca de um minuto e meio.
O preço foi o mesmo, mas havia opções de pacotes, como o de 120 fotos, em que cada impressão sai por R$ 0,79.
Outras marcas, como Fuji (www.fujifilm.com.br), também possuem quiosques de impressão em SP. (DA)

PALESTRAS CUSTAM R$ 280

São Paulo, quarta-feira, 13 de agosto de 2008


Eventos simultâneos acontecem na PhotoImage. Hoje, Greg Gibson (www.greggibson.com) fala sobre "Fotojornalismo & Casamento". Amanhã, o jornalista Ethevaldo Siqueira e a empresária Luiza Helena Trajano abordam o tema "Tecnologia, Varejo & Internet 2.0". Em seguida, Bob Wolheim, da Sixpix (www.sixpix.com.br), faz mediação no painel "Tecnologias que Trabalham a Favor dos Negócios da Fotografia". Por dia de palestras, o ingresso custa R$ 280.

PALESTRAS CUSTAM R$ 280

São Paulo, quarta-feira, 13 de agosto de 2008


Eventos simultâneos acontecem na PhotoImage. Hoje, Greg Gibson (www.greggibson.com) fala sobre "Fotojornalismo & Casamento". Amanhã, o jornalista Ethevaldo Siqueira e a empresária Luiza Helena Trajano abordam o tema "Tecnologia, Varejo & Internet 2.0". Em seguida, Bob Wolheim, da Sixpix (www.sixpix.com.br), faz mediação no painel "Tecnologias que Trabalham a Favor dos Negócios da Fotografia". Por dia de palestras, o ingresso custa R$ 280.

Feira aponta tendências da fotografia

SHOPPING UOL

São Paulo, quarta-feira, 13 de agosto de 2008



reportagem de capa


TENDÊNCIA >> Expositores como Nikon, Canon e Casio mostram produtos para compradores; feira é aberta ao público

DA REPORTAGEM LOCAL

A venda de câmeras fotográficas digitais não pára de crescer no Brasil, ao mesmo tempo em que o preço delas chega a cair até 20% -no ano passado, uma câmera de 5 Mpixels saía por R$ 590; hoje, custa R$ 400.
O balanço foi divulgado pela organização da 16ª PhotoImage Brazil (www.photoimagebrazil.com.br), feira internacional de imagem, que teve início ontem e vai até a próxima sexta-feira, em São Paulo.
Durante quatro dias, 150 expositores e 250 marcas de produtos e serviços serão oferecidos aos compradores.
A feira é aberta ao público e ocorre no Centro de Exposições Imigrantes (rodovia dos Imigrantes, km 1,5).
Além das câmeras fotográficas, a PhotoImage mostra soluções para captação de imagens, como filmadoras, e para impressão, com minilabs digitais, quiosques e fotolivros.
Entre as novidades da feira, estão as câmeras Exilim Casio, que possuem o YouTube Capture Mode -funcionam no formato de gravação MPEG-4 H.264 e prometem facilitar a transmissão para a internet.
Depois de um ano e meio fora do mercado, a marca japonesa Yashica apresenta a câmera fotográfica EZF 1025, que tem resolução de 10 Mpixels. O preço sugerido é de R$ 889.
A Sony expõe produtos das linhas Alpha e Broadcast, além de impressoras para fotos digitais, como a UP-CR10L Snap Lab, que faz impressões em até três tamanhos. O modelo tem tela de LCD de oito polegadas e imprime fotos 10x15 cm em aproximadamente 16 segundos, de acordo com a Sony.

Números
Cerca de 1,36 milhão de câmeras digitais foram vendidas no Brasil no primeiro semestre deste ano, de acordo com o GfK Marketing Services, instituto de pesquisa que avalia o mercado formal. A justificativa para a quantidade seria a desvalorização do dólar e a expansão da oferta de crédito, segundo a GfK.
Já o instituto de pesquisa IDC Brasil estima que o crescimento das digitais, até o fim do ano, deve ser de 19,4% em relação a 2007. Na Ásia, a projeção chega aos 12%. (DA)

BINÓCULOS ZCF20 x 50B
A Elgin lança no próximo mês sua linha de binóculos; o ZCF20 x 50B tem objetiva com 50 mm de diâmetro, zoom de 20 vezes, pesa 830 g e encaixe para tripé; preço sugerido de R$ 199

EOS REBEL XS
Com resolução de 10,1 Mpixels, a máquina fotográfica da Canon tem autofoco em sete pontos e faz até três fotos por segundo, de acordo com a empresa; preço sugerido de R$ 4.999

CÂMERA FOTOGRÁFICA S100FS
A câmera, da linha semiprofissional da Fuji, tem 11,1 Mpixels e função que permite fotografar simulando características de cor e luz de fotos feitas com filme; preço sugerido de R$ 3.499

FILMADORA DIGITAL CR 518
Disponível nas novas cores lilás e prata, o aparelho da Multilaser é filmadora, câmera fotográfica, webcam, gravador de voz e armazenador de dados; preço sugerido de R$ 399

"Paintbrush"

DA REPORTAGEM LOCAL

Faça um desenho, como se estivesse usando o Paintbrush, e espere o resultado. O Retrievr (labs.systemone.at/retrievr) faz uma busca no banco de dados do Flickr e retorna com imagens parecidas.
Nem é tão eficiente, mas vale pelo resgate do desenho tosco à mão livre.
O Captioner (shadydentist.com/captioner) também faz a linha precária e divertida, incluindo balões de diálogo em fotos, como em histórias em quadrinhos. Basta colocar o endereço da imagem hospedada no Flickr, selecionar onde vai o balão e escrever alguma frase.
Se ainda tiver mais tempo livre, tente o Flickr Sudoku (www.beckysweb.co.uk/sudoku/flickrsudoku.asp). Em vez de números, o quebra-cabeça lógico conta com imagens -de hamsters, por exemplo. (DA)

Fotógrafo usa câmera, scanner e micro para reciclar lixo digital

DA REPORTAGEM LOCAL

Aquela velha câmera digital de 1 Mpixel, obsoleta diante da compra de uma mais potente, serve de ponto de partida para o fotógrafo Guilherme Maranhão, 33. Nas séries "Corpo" e "Pluricidades", o fotógrafo recicla lixo digital -de um computador que não serve mais a um scanner com luz queimada. "São imagens feitas com sucata de lixo eletrônico, com a técnica de fotografia de fenda digital", diz. A idéia é transformar em efeito o que é considerado defeito pela maioria das pessoas. "Exploro o fato de que algumas pessoas se desfazem de uma coisa que já não prestaria mais." Maranhão aceita doações de objetos fotográficos e de informática, via www.refotografia.wordpress.com. (DA)

Fonte: jornal folha de sao paulo 13 de agosto de 2008.
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E uma curiosidade, ele estara no II PhotoPirenopolis 2008.

Alessandro souza

quarta-feira, 9 de julho de 2008

No Ibirapuera, MAC reúne mestres da foto

Exposição apresenta imagens de nomes importantes como Cartier-Bresson, Rodtchenko, Man Ray e Brassaï

Com trabalhos que pertenciam ao ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira, "Fotógrafos da Vida Moderna" começa amanhã


MARIO GIOIA
DA REPORTAGEM LOCAL

Man Ray, Cartier-Bresson, Leni Riefenstahl, Robert Doisneau. Grandes nomes da história da fotografia, quase ausentes de coleções de instituições públicas brasileiras, cujas imagens poderão ser vistas a partir de amanhã no MAC (Museu de Arte Contemporânea) do parque Ibirapuera, na exposição "Fotógrafos da Vida Moderna".
A mostra, com curadoria de Helouise Costa, pesquisadora e vice-diretora do museu, reúne 154 fotografias. Desse total, 124 pertenciam à coleção do ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira e foram destinadas ao MAC, sob guarda provisória por decisão judicial.
Complementam a mostra trabalhos já pertencentes ao acervo do museu e ao acervo do IEB (Instituto de Estudos Brasileiros). "Achei importante que as fotografias dialogassem com imagens que já estivessem em outros acervos", diz a curadora. Ela lembra que a coleção de Cid Ferreira tinha cerca de 1.500 fotografias, das quais aproximadamente mil ficaram com o MAC. Outras instituições públicas, como o Museu do Ipiranga, ficaram com o restante, também sob guarda provisória.
Desde novembro de 2005, segundo Costa, os trabalhos estavam no MAC. O primeiro problema a resolver foi identificar todas as fotografias e fazer um inventário delas. "Tivemos de nos preparar para receber esse grande lote, adaptando a reserva técnica e acondicionando as obras de forma adequada."
Para montar "Fotógrafos..." no MAC Ibirapuera, outro ponto problemático foi como apresentar a numerosa coleção, que vai desde precursores no meio, como Eadweard Muybridge (1830-1904) até nomes contemporâneos, como Tracey Moffatt, 47. Na primeira sala da exposição, já há diversas fotografias de Brassaï (1899-1984) e Man Ray (1890-1976), que são os nomes com mais obras representadas (11 e 14, respectivamente).
"Nesse primeiro segmento, quis mostrar como foi construída a imagem do artista, a partir da colaboração mútua de nomes como Picasso e Chagall com os fotógrafos." Há registros raros, como o escultor Brancusi (1876-1957) de olhar perdido em seu ateliê, retratado por Steichen (1879-1973).
Os cruzamentos entre o documental e a experimentação estão presentes na sala seguinte, que tem desde a impressionante "Moça com Leica" (1934), de Aleksandr Rodtchenko (1891-1956), até um registro bem-humorado de freiras no Rio, de Herbert List (1903-1975).
Nas outras salas, há conjuntos raros, como o álbum de Jacques-Henri Lartigue (1894-1986) e o seu fascínio pelas máquinas modernas e seus movimentos, além de uma série de fotomontagens do escritor Jorge de Lima (1893-1953), pertencente ao IEB.


FOTÓGRAFOS DA VIDA MODERNA
Quando: abertura amanhã, às 19h (convidados); de ter. a dom., das 10h às 18h; até 28/9
Onde: MAC-USP Ibirapuera - Pavilhão da Bienal, 3º andar (parque Ibirapuera, portão 3, tel. 0/xx/11/ 5573-5255); livre
Quanto: entrada franca
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Fonte: Jornal Folha de São Paulo 09 07 2008

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Nelson Kon aprendeu com a revista "GA", que "moldou a fotografia de arquitetura"

DA REPORTAGEM LOCAL

A "Global Architecture", revista de Yukio Futagawa, era a que Nelson Kon, um dos maiores fotógrafos de arquitetura do país, comprava "fazendo vaquinha" com os amigos para estudar. "Ela moldou o jeito de fotografar arquitetura", afirma. "Ele documenta exaustivamente cada projeto."
Foi Kon quem serviu de guia para a primeira visita de Futagawa ao país, em 1965, quando ele conheceu Paulo Mendes da Rocha e fotografou sua casa no Butantã. O japonês, aliás, lembra todos os encontros que teve com os arquitetos, além das fotos que fez em cada ocasião.
Lembra, por exemplo, que a Casa de Vidro, de Lina Bo Bardi, que fotografou em 2002, só pode ser retratada em dias nublados, e precisa voltar para concluir o trabalho.
Seu filho, Yoshio Futagawa, hoje editor da "GA" e também fotógrafo da revista, diz que o pai gosta de contar uma história nas seqüências que fotografa, imagina o projeto se desdobrando diante do leitor.
"Ele gosta dos lugares onde há bons prédios, ou boa comida", brinca o filho. "Cada prédio é diferente, mas o olho dele é um bom árbitro."
No lugar de Kon, foi o jovem arquiteto Rodrigo Ohtake, filho de Ruy Ohtake, quem acompanhou Futagawa nesta última visita ao Brasil, que incluiu paradas em Brasília, Rio, Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre. Se, em 2002, quando veio pela última vez, o japonês se disse decepcionado com alguns projetos, agora só vê promessas nos jovens arquitetos do país.
Talvez seja porque, nas palavras de Yoshio, "o Brasil ainda não foi afetado pelo pós-modernismo". "É um país que exibe um modernismo de qualidade, sem extravagâncias, e isso é feito pelos jovens." (SM)

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Fonte : Jornal Folha de São Paulo, 11 06 2008

Yukio Futagawa cerca com lentes o modernismo, fotografo japones de arquitetura

Além de trabalhos, japonês fotografa encontro entre Niemeyer e o português Álvaro Siza na Casa das Canoas, no Rio

Nesta viagem, fotógrafo que conheceu Le Corbusier e Mies Van Der Rohe se encanta com obras de Vilanova Artigas, em SP

SILAS MARTÍ
DA REPORTAGEM LOCAL

A cidade ainda acorda. Yukio Futagawa monta seu tripé e fica na ponta dos pés para fotografar o Auditório Ibirapuera. O japonês que viajou os últimos 50 anos retratando os marcos da arquitetura mundial cerca os prédios como se fossem animais perigosos. Vai e volta, sem olhar no visor da câmera. Segura a respiração até ouvir o barulho do obturador.
Difícil imaginar que este velhinho de 1,60 m, que corre pelo gramado do Ibirapuera como se avistasse leões num safári, é amigo pessoal de Frank Gehry, conheceu Le Corbusier e Mies van der Rohe, descobriu Tadao Ando, principal nome da arquitetura japonesa atual. E cumprimentou Niemeyer pela primeira vez no exílio em Paris, nos anos 60.
Mas só agora está "flutuando". É que ele, considerado o fotógrafo de arquitetura mais importante do mundo, fundador da revista-referência "Global Architecture", acabou de armar um encontro entre o "mestre" Oscar Niemeyer e o premiado arquiteto português Álvaro Siza, no Rio.
Mesmo aos 76, depois de visitar todas as grandes obras e conhecer os principais arquitetos do século 20, saiu da Casa das Canoas beliscando os braços para ter certeza de que não foi um sonho. Durante o encontro, fez 350 fotos em menos de uma hora. Ele não queria uma entrevista, pediu só para registrar tudo com sua câmera.
Talvez quisesse também reparar uma omissão. Nas mais de cem edições de sua revista, nenhuma capa estampou uma obra de Niemeyer -o campeão até hoje, e isso não é surpresa dada a paixão do fotógrafo pelo modernismo, foi Le Corbusier.
No encontro, Siza, que veio ao Brasil inaugurar seu projeto mais recente -a nova sede da Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre-, elogiou a flexibilidade de Niemeyer, que consegue resolver todo um prédio com formas simples. Niemeyer retribuiu dizendo que se impressionava com a forma que Siza trabalhava o concreto.
Juntar arquitetos é meta declarada da carreira de Futagawa, que levou Frank Gehry ao encontro de Philip Johnson, mestre da Escola de Chicago que até então desprezava o canadense-californiano por trás do Guggenheim de Bilbao, e mostrou pela primeira vez a casa Katsura, marco da arquitetura japonesa, a Le Corbusier. Também apresentou o francês vencedor do último prêmio Pritzker Jean Nouvel a Álvaro Siza, que agora se reuniu com Niemeyer, no Rio.
"Foi inesquecível, esse encontro vai ficar para sempre no meu coração", disse Futagawa à Folha, numa conversa no terraço do hotel Unique, projeto de Ruy Ohtake em São Paulo. Ele passara a manhã clicando os prédios de Niemeyer no Ibirapuera e fora ao hotel para retratar sua fachada ao cair da noite, imagem cotada para um número especial de sua revista.

Concreto plástico
"Não, o modernismo não morreu." Futagawa diz que além de rever Niemeyer, descobriu Vilanova Artigas nesta viagem ao Brasil -ficou boquiaberto com a FAU-USP. "É de uma proeza impressionante como ele usa o concreto com força, de forma plástica."
Futagawa confirma que vai lançar em breve um número de sua revista sobre Artigas, além de um livro sobre a obra do arquiteto que considera "definitivo" na história paulista. Mas não será uma retrospectiva. Ele frisa que visitou, por exemplo, 400 obras de Frank Lloyd Wright, algumas mais de 20 vezes, para fechar o foco em 15 -cada uma virou um livro.
"Não existe arquiteto no mundo cujas obras sejam todas boas", afirma. Quando visitou o apartamento de Mies van der Rohe, em Chicago, Futagawa disse que achou desconfortável a cadeira Barcelona. O arquiteto concordou que o móvel até hoje cobiçado não estava entre seus desenhos mais felizes.
Para escolher os melhores trabalhos, na opinião de Futagawa, "é importante respirar o ar que o arquiteto respirou, sentir o cheiro de Le Corbusier, sentir a arquitetura na pele".
No Brasil, acredita que os arquitetos continuam criando projetos de peso, desdobrando preceitos do modernismo de forma original. "Fui contra o pós-modernismo", admite Futagawa. "O modernismo não tem nem cem anos, é muito cedo para declarar sua morte."

Frase

"Fui contra o pós-modernismo quando o estilo surgiu nos anos 80. O modernismo não tem nem cem anos ainda, é muito cedo para analisar, avaliar seu legado, declarar sua morte"
YUKIO FUTAGAWA
fotógrafo
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Aos 76 anos de idade e em plena ação.
Abraços
Alessandro souza
___________________________________________________Fonte: Jornal Folha de São Paulo, 11 06 2008;

quinta-feira, 17 de abril de 2008

O Japão de Verger

100 anos da imigração japonesa

Mostra em SP reúne cem registros feitos pelo francês no país, em 1934, e revela retratos "sem exotismos" de um fotógrafo em início de carreira, que alcançaria o auge na Bahia e na África

Pierre Verger/Fundação Pierre Verger

Registro de viagem no navio Tatsua Maru, de 1934, que integra a exposição "O Japão de Pierre Verger - Anos 30', na Caixa Cultural

EDER CHIODETTO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Conhecer o mundo tendo uma câmera fotográfica como guia e diário de bordo. Foi esse o ímpeto que levou o aprendiz de fotografia Pierre Verger (1902-1996) a sair de Paris em 1933, rumo ao Taiti, e depois aos EUA e ao Japão, em 1934.
Durante sua estada de quase um mês entre as cidades de Tóquio, Kyoto, Nara, Nikko e Oshima, produziu cerca de 950 fotografias, das quais cem serão exibidas a partir desta sexta na Caixa Cultural Sé, em São Paulo, na mostra "O Japão de Pierre Verger - Anos 30".
A viagem ao Japão é o primeiro trabalho de Verger como fotógrafo contratado. Ainda inseguro de sua competência com o ofício que havia aprendido dois anos antes, teve essa empreitada encomendada pelo jornal "France-Soir".
As imagens deste fotógrafo iniciante -que em 1946 se fixaria em Salvador, na Bahia, após passar por mais de 20 países- já deixam entrever de forma clara as opções estilísticas e temáticas do Verger que mais tarde se notabilizaria por seu poderoso inventário etnográfico das relações sócio-culturais, com relevo para a religiosidade, entre a Bahia e a África.
Munido de sua Rolleiflex, Verger busca desvendar essa cultura completamente diferente da sua investigando as pessoas do povo, os mercados, as embarcações, a paisagem. É notório, nesse início de carreira, sua capacidade de se aproximar das pessoas e conseguir retratos naturais sem que sua presença se torne invasiva. Essa é uma das marcas mais vigorosas que pontuariam sua obra na fase mais madura.
Para Alex Baradel, curador da mostra, é importante notar que, nesses primeiros passos de Verger na fotografia, seu olhar sobre uma cultura distante da sua já surge "livre de exotismos.
É claramente o olhar de um estrangeiro, mas que consegue se livrar dos clichês costumeiros dos turistas", diz. Para selecionar as cem imagens, Baradel se pautou pelo "rigor estético das composições e a capacidade das imagens de traduzir o impacto que o Japão representou ao primeiro olhar de um ocidental".
De fato, o olhar de Verger nesse primeiro momento segue mais na direção de usar a fotografia como uma ferramenta de aproximação do desconhecido que como um aparelho identificador de diferenças culturais.
Tal ponto de vista foi uma das grandes virtudes de Verger, que muito contribuiu para que sua obra, vista em perspectiva, não tivesse sua formação eurocêntrica e burguesa como prisma redutor, classificando a diversidade com a qual ele teve contato nas andanças pelo mundo.
Em 1934, o Japão vivia um momento político delicado.
Três anos depois, os japoneses invadiriam a China detonando um conflito que desembocou na Segunda Guerra Mundial.
Verger escreveu a um amigo para dizer que se sentia sempre vigiado no Japão, mas as imagens passam tranqüilidade, apesar do grande número de pessoas em situação de miséria.
Esse contraste com a imagem do Japão atual pode ser visto na mostra dos fotógrafos, também franceses, Bertrand Desprez e Bernard Descamps, que abre junto da mostra de Verger, no segundo andar da Caixa Cultural, em comemoração do centenário da imigração japonesa no Brasil.

O JAPÃO DE PIERRE VERGER - ANOS 30/O JAPÃO DE DESCAMPS E DESPREZ - ANOS 90
Quando: abertura para convidados dia 18/4, às 19h. A partir de 19/4, de ter. a dom. das 9h às 21h; até 25/5
Onde: Caixa Cultural Sé (pça. da Sé, 111, tel. 0/xx/11/3321-4400)
Quanto: entrada franca

segunda-feira, 10 de março de 2008

Abertura da Exposição "Corpos Marcados" por Marco de Bari

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Para quem gosta de tatuagens e fotografia, vai uma boa dica desta abertura de exposição.

Alessandro Souza

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

"Sempre estou disposto ao imprevisto" por Cristiano Mascaro

Cristiano Mascaro exibe 50 fotografias em "panorâmica" de sua produção desde os anos 80 no Instituto Tomie Ohtake

Além de exposição, livro lançado hoje revê a sua trajetória, destacando influências de nomes como Cartier-Bresson e Kertész

MARIO GIOIA
DA REPORTAGEM LOCAL

"Um fotógrafo razoável." É como Cristiano Mascaro, 63, se define ao mostrar as 50 imagens que compõem "Todos os Olhares", exposição "panorâmica" ("Retrospectiva não é comigo, eu sou um jovem promissor", brinca) da sua produção, com registros de 1980 a 2008 e curadoria de Agnaldo Farias.
"[As imagens] Vão se encontrando, não é? É, por mais que eu não perceba, não queira, foi esse olho aqui que olhou e elas acabam sempre tendo um vínculo", avalia ele.
"Eu posso ser um fotógrafo razoável, mas eu sempre soube, sem nenhuma má intenção, me aproximar de pessoas admiráveis. O Antonio Candido já fez uma apresentação do meu trabalho, o Ferreira Gullar chamou essas surpresas da fotografia de "espantos", do mesmo modo como o Nelson Rodrigues falava do "sobrenatural"."
Além da mostra, o fotógrafo também é foco de um livro, "Cristiano Mascaro - Desfeito e Refeito" (ed. Bei, organização de Laura Aguiar, R$ 82,50, 128 págs.), que é lançado hoje no instituto. A publicação revisita sua trajetória, com comentários, imagens de sua autoria e de nomes que o influenciaram, como Henri Cartier-Bresson (1908-2004), André Kertész (1894-1985), Ansel Adams (1902-1984) e Sergio Larraín.
"A gente tem de estar disposto para o imprevisto. Eu, pelo menos, não faço um trabalho que você constrói para fotografar. Acho que o sabor da coisa está em, realmente, você sair por aí disposto ao sobrenatural", afirma ele. "O Ansel Adams levou a uma condição extrema a técnica, que virou um elemento de linguagem, ele era muito rigoroso. Mas sua foto mais famosa, "Moonrise, Hernandez, New Mexico" [de 1941], ele fez numa correria, de improviso."
Por isso, São Paulo, cidade de transformações aceleradas e constantes, ainda é um dos principais focos de Mascaro.
"São Paulo exerce um fascínio muito grande sobre mim. Ela está sempre se autodestruindo, não no sentido negativo, se renovando. Há uma diversidade, uma mobilidade, cenários variados. Você fica parado numa esquina, e as coisas acontecem à sua revelia."
E, mesmo sendo retratada por diversas vezes, a cidade não deixa de surpreendê-lo. "Estava fazendo um trabalho por ocasião dos 450 anos de São Paulo para o Instituto Moreira Salles no centro da cidade. Fiquei me hospedando em uns hoteizinhos, e tinha um na Cásper Líbero [o Marian Palace, de 1942] que sempre me interessou. Me hospedei lá e, de madrugada, fui subindo para a caixa d'água. Ao subir a última escadinha, descortinou-se aquela paisagem, foi um fascínio muito grande, um "terra à vista"."
O processo de trabalhar em película também é fundamental para Mascaro. "A satisfação de buscar um lote de provas de contato no laboratório e ver o resultado é muito importante. Vou vendo aos pouquinhos. É igual a uma noite de amor, você não quer que acabe logo."


CRISTIANO MASCARO - TODOS OS OLHARES
Quando: abertura hoje (convidados), às 20h; de ter. a dom., das 11h às 20h; até 4/5
Onde: Instituto Tomie Ohtake (av. Brigadeiro Faria Lima, 201, tel. 0/xx/11/ 2245-1900)
Quanto: entrada franca
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ISTO É MASCARO

Nasceu em Catanduva, interior de São Paulo, em 1944, e tem hoje 63 anos
Estudou na FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo) entre 1964 e 1968
Em 1968, começa a trabalhar como repórter-fotográfico na revista "Veja"
Em 1974, vira professor e dirige o Laboratório de Recursos Audiovisuais da FAU-USP; faz sua primeira mostra individual, "Paisagem Urbana"

Principais prêmios e bolsas
Bolsa Vitae de Artes (1990)
Prêmio Especial Porto Seguro (2007)

Principais livros
"Luzes da Cidade" (1996)
"O Patrimônio Construído" (2002)
"Cristiano Mascaro - Coleção Senac" (2006)
"Cidades Reveladas" (2006)

Tem fotografias nos acervos da Biblioteca Nacional e do Centro Georges Pompidou, em Paris (França); do Museu Internacional de Fotografia/Casa George Eastman, em Rochester (EUA); do MAM-SP (Museu de Arte Moderna de São Paulo); do Masp (Museu de Arte de São Paulo); da Pinacoteca do Estado; e do Instituto Moreira Salles, entre outras instituições
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Fonte: Jornal Folha de São Paulo, edição 28 de fevereiro de 2008.
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Blog do Alê, divulgando a notícia em primeira mão, a você colega fotógrafo.
Não deixem de conferir aqui o blog do Candango Fotoclube
Alessandro Souza