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quinta-feira, 12 de março de 2009

Fotógrafos Pirelli se dividem entre documental e experimentações, Fonte: Folha de São Paulo

Masp expõe a partir de hoje 80 fotografias recém-compradas pela coleção


SILAS MARTÍ
DA REPORTAGEM LOCAL

É intenso o azul do céu e o dourado da cerveja no copo americano. A gordura transborda dos biquínis baratos -é um dia de praia qualquer na periferia de Recife, mas o tratamento é de ensaio da "Vogue". Nessa encruzilhada entre documental e formalista, a fotógrafa Bárbara Wagner resume as duas vertentes das 80 fotografias da Coleção Pirelli, que o Masp expõe a partir de hoje, oscilando entre registros objetivos da realidade e experimentações um pouco mais ousadas. "Ela explode a cor, estoura o flash na luz do dia para fazer uma coleção de flagrantes", diz o curador da mostra, Rubens Fernandes Júnior, 58, sobre Wagner. "É um trabalho novo." 
Na linha flagrantes, também entram para a coleção cinco instantâneos de Vania Toledo, famosa por seus registros da "beautiful people" no Rio, em São Paulo e Nova York. Estão lá uma modelo nua, Gal Costa, Rodolfo Scarpa, o estilista Marquito e Fernanda Montenegro. 
"Meu trabalho tem isso de não ser invasivo, de ser cool, registrar um momento bacana e ponto", diz Toledo, 58. "É fotojornalismo social e pessoal." Também pessoal é o olhar de Bob Wolfenson sobre o parque industrial de Cubatão, entre São Paulo e o mar. São memórias de infância dessa "antinatureza" que ele tenta traduzir numa série de imagens. "Aquele era um lugar de passagem, que me aterrorizava e me capturava", lembra Wolfenson, 54. Essa atração e repulsa pela paisagem aparece nas obras -mais experimentais- de outros fotógrafos, muitos de fora do eixo Rio-SP, uma prioridade dos curadores desta edição. 
Enquanto o paranaense Rogério Ghomes carrega nas cores do horizonte marítimo, dando pegada expressionista ao que poderia parecer banal, o mineiro José Faria recorre a colagens e múltiplas exposições. Sem grandes ambições formais, senão o preto-e-branco em alto contraste, André François mostra a rotina de hospitais na Amazônia, trabalho que terá uma sala especial no Masp. 
Em contraponto, uma espécie de núcleo histórico da coleção reúne imagens da Salvador clássica de Voltaire Fraga e do Rio bossa-novista de Milan Alram, que flagrou Helô Pinheiro, a garota de Ipanema, prestes a passar seu bronzeador. 


COLEÇÃO PIRELLI
Quando: abertura hoje, às 19h30; de ter. a dom., das 11h às 18h, qui., das 11h às 20h; até 3/5 
Onde: Masp (av. Paulista, 1.578, tel. 0/xx/11/3251-5644) 
Quanto: R$ 15 (grátis às terças)
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Fonte: Folha de São Paulo 

domingo, 2 de março de 2008

Exposição Fotográfica "A ARTE CONTEMPORÂNEA, A MÃE, OS AVÓS E O CONVÍVIO SOCIAL AOS OLHOS DE TATSUMI ORIMOTO, NO MASP" até 06 de abril 2008



Mil fotografias, 160 desenhos inéditos e 10 vídeos do contemporâneo japonês Tatsumi Orimoto ocupam o 1º e 2º subsolo do Masp entre 11 de janeiro e 06 de abril, em meio às comemorações do Centenário da Imigração Japonesa. A exposição é a primeira retrospectiva fora do Japão nos 40 anos de carreira do artista e terá ainda a performance 50 Grandmamas, refeição preparada e servida por ele para 50 avós especialmente convidadas
Exposição
O convívio social aos olhos de Tatsumi Orimoto
Realização
MASP - Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand

Os 40 anos de carreira de Tatsumi Orimoto - que podem ser vistos no Museu de Arte de São Paulo de 11 de janeiro a 6 de abril - chegam ao Masp como parte das comemorações do Centenário da Imigração Japonesa. Orimoto tem boa parte de sua obra dedicada a homenagens aos idosos - muito valorizados na terra do sol nascente - de um jeito diferente. O comportamento social, o individualismo e seu oposto e a integração Ocidente/Oriente formam um conjunto expositivo que chamou a atenção do público em países como Alemanha, Itália, Estados Unidos, Austrália e inclusive Brasil, por ter participado em 1991 e 2002 da Bienal de Sao Paulo.
Para o curador-coordenador do MASP, Teixeira Coelho, "a iniciativa do museu em oferecer esta exposição ao seu público se deve ao fato de que Orimoto mostra de modo singular e em conformidade com um traço característico da cultura japonesa, os recursos que tem a arte contemporânea para ir além dos habituais formalismos que se remetem apenas a si mesmos ou à história da arte". Um dos destaques da exposição - a série Art Mama - dá o tom impresso pelo artista a seu trabalho. A série tem como protagonista a mãe de Orimoto, vítima de Alzheimer. Em fotos e vídeos, a senhora é vista em situações que causam estranheza num primeiro momento, mas que se fazem entender pelo seu contexto de integração social. Para Orimoto, a inclusão da mãe em sua produção artística é uma atitude corajosa e contraditória quanto aos preceitos usuais: ao invés da exclusão social que sua mãe está predestinada, uma vida ativa com repercussão pública internacional.
Outra série, Bread Men, apresenta o artista, ora só, ora em companhia de outras pessoas, com pães amarrados em suas cabeças. Sua mãe, uma vez mais, também participa. As situações são diversas: eventos, caminhadas, encontros no metrô, entrevistas na televisão. O principio básico, segundo Orimoto, é aproximar o Oriente e o Ocidente: o pão como simbologia para estabelecer a comunicação e integração entre as duas partes do mundo. "Planejamos uma série de apresentações de vídeos que relatam as atividades performáticas e os demais experimentos realizados pelo artista a partir da década de 70 até hoje. Nesta época, Tatsumi Orimoto atuava como assistente de Nam June Paik e participou do grupo Fluxus", relata Tereza de Arruda, curadora da exposição.
Seu país e costumes podem ser encontrados nas fotografias e vídeos de performances como "oil cans", que colocam em pauta o espaço físico, questão relevante no Japão, ou ainda em sua visita a hospitais e em asilos, ocasiões em que ele interage com os pacientes. Outro destaque é a seleção de 160 desenhos e aquarelas que transpoem sua inspiracao retirada do cotidiano e servem como ponto de partida para muitas performances por ele concebidas.
VernissageTatsumi Orimoto apresenta em São Paulo a performance 50 Grandmamas, uma oferenda na qual ele serve a tradicional refeição japonesa Nara-cha-meshi, feita de arroz cozido em chá verde, misoshiro, picles e feijão. A idéia nasceu para homenagear a mãe. "A existência de avós me faz sentir a arte. Portanto convido neste momento 50 avós da comunidade nipo-brasileira ao MASP para apreciar minha obra de arte durante a refeição em que as servirei", afirma o artista. Fragilizada pela doença, a mãe de Orimoto não vem ao Brasil.

Local MASP - Museu de Arte de São Paulo Assis ChateaubriandAv. Paulista, 1578 - Cerqueira César - São Paulo - SP Estacionamento Garagem Trianon - Pça. Alexandre GusmãoProgress Park - Avenida Paulista, 1636 Abertura 10 de janeiro, às 19 horas. Período De 11 de janeiro a 06 de abril. Horário terça-feira a domingo e feriados, das 11h às 18h; quinta-feira até 20h. A bilheteria fecha com uma hora de antecedência. Ingresso R$ 15 (inteira) e R$ 7,00 (estudante), gratuito para menores de 10 anos e maiores de 60 anos. Dia Gratuito Todas as terças-feiras entrada gratuita até as 18:00 horas Serviço Educativo Agendamento de grupos (escolas e outros) 2ª a 6ª das 9h00 às 17h00 - (11) 3283-2585 Ass. Imprensa Comunique Assessoria em ComunicaçãoFone 11 3812 2780 e 7227 4566, com Eduardo Cosomano.eduardo@comunique.srv.br
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Uma boa dica,
Abraços,
Alessandro Souza