sexta-feira, 28 de agosto de 2009

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Fwd: Os Retratos contemporâneos da Cia de Foto no Estúdio Brasil



Subject: Os Retratos contemporâneos da Cia de Foto no Estúdio Brasil
To: alesssouza@gmail.com


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domingo, 16 de agosto de 2009

Parque, domingo a tarde


De: Alessandro Souza <alesssouza@gmail.com>
Data: 16 de agosto de 2009 18h5min23s GMT-03:00
Assunto: Parque, domingo a tarde


Foto: Alessandro Souza


domingo, 2 de agosto de 2009

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Fwd: Atenção fotógrafos de Brasília!



---------- Forwarded message ----------
From: Andréa Karla <andreabsb@gmail.com>
Date: 2009/7/29
Subject: Atenção fotógrafos de Brasília!
To: Alessandro Souza <alesssouza@gmail.com>, Alessandro <alessandro.souza@camara.gov.br>


---------- Forwarded message ----------
From: André Vilarim Muniz <andrevilarim@gmail.com>
Date: 2009/7/29
Subject: [www.comoequetala.com.br] Atenção fotógrafos de Brasília!
To: comoequetala@yahoogrupos.com.br


 

Encaminhando aos possíveis interessados!
 
 
"Atenção fotógrafos!

Ontem à tarde eu e o fotógrafo Breno Lobo fomos assaltados dentro da área interna do Vale do Amanhecer, durante um culto. Um elemento entrou pela portaria que leva à estrela, próxima ao laguinho e nos abordou com uma pistola semi-automática. Apontou a arma para nossas cabeças, dizendo várias vezes que iria nos matar e nos fez entregar todo o nosso equipamento fotógrafico: Canon EOS D40, lentes 16-35, f2.8, 70-200 f2.8, 300f4, extender 1.4x, Canon G10, baterias, cartões, filtros Singh-Ray, documentos, celuar, mochila etc etc. Peço a todos que leiam essa mensagem para encaminhar para fóruns de fotografia, mailing list de grupos de fotografia etc, principalmente em Brasília e seus arredores. Grato pela atenção, João Paulo Barbosa (joaofotobrasil@gmail.com)
--
João Paulo Barbosa
www.flickr.com/joaopaulobarbosa "
 
 
Atenciosamente,
André Vilarim Muniz - www.flickr.com/andremuniz
 
 

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Andréa Karla Teixeira
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Alessandro Souza
(55) 61 8118-7020
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http://alessandrosouza.blogspot.com/
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www.olhares.com/alesssouza
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http://www.flickr.com/photos/alessandrosouza

domingo, 26 de julho de 2009

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Palestra A caixa mágica – 100 anos de tecnologia fotográfica


 Palestra
Quarta-feira, 22 de julho às 19h30
Tema: A caixa mágica – 100 anos de tecnologia fotográfica

Conceito do Visitante: Participou do evento? Dê sua opinião
Palestrantes: Clausem Bonifácio
Local: Livraria Cultura CasaPark Shopping Center - SGCV - Sul, Lote 22, Loja 4-A, Zona Industrial, Guará - Brasília-DF



Nesta quarta-feira, o fotógrafo Clausem Bonifácio realizará uma palestra sobre o desenvolvimento dos equipamentos fotográficos nos últimos 100 anos, da invenção do filme em rolo até a revolução digital, além de comentar os principais fabricantes, como Rollei, Hasselblad, Leica e Nikon, bem como suas máquinas e a influência delas na história do século 20.

Sobre o palestrante:
Clausem Bonifácio se especializou em fotografia de arquitetura, paisagismo e interior, sendo fotógrafo da Casa Cor de Brasília e de Goiás.

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sábado, 11 de julho de 2009

Dispositivo anti-paparazzi vira solução para as celebridades


Divulgação

Uma invenção do professor de design tecnológico, Adam Harvey, da Universidade de Nova York, promete acabar com a graça dos paparazzi. Trata-se de um dispositivo que rebate qualquer luz que vem das câmeras, disparando um super flash contra o fotógrafo.

A tecnologia usada é muito simples. Um LED com detector de luz pode ficar dentro de uma bolsa, por exemplo, e, ao menor sinal de flash vindo de algum clique, devolve a luz nas lentes do fotógrafo. Se quiser, a celebridade ainda pode optar por deixar a armadilha ligada ou não.

Harvey se baseou no sistema usado pelos antigos estroboscópios, equipamentos que estudam a velocidade de um corpo - ao iluminar o dispositivo, ele também devolve uma luz que permite ao físico realizar as medições.

O professor, que apresentou o projeto na ITP 2008, quer obter a patente da nova invenção anti-paparazzi e colocá-lo no mercado norte-americano na primavera de 2010.


fonte - http://uoltecnologia.blog.uol.com.br/arch2009-07-05_2009-07-11.html#2009_07-10_13_57_27-100450639-0

Mostra ilumina clube de fotógrafos

Imagens esquecidas do pioneiro Foto Cine Clube Bandeirante estão em exibição no Centro Cultural São Paulo

German Lorca, 87, e Thomaz Farkas, 84, que estão na mostra, lembram histórias de quando eram membros da instituição paulistana

MARIO GIOIA
DA REPORTAGEM LOCAL

Um panorama da fotografia brasileira, que vai de imagens que se tornaram históricas por seu experimentalismo até registros esquecidos, de tom passadista, com fotos "imitando" técnicas de pintura, estão presentes na mostra "Foto Cine Clube Bandeirante - 70 Anos".
Entre as 126 imagens de 48 fotógrafos expostas no Centro Cultural São Paulo até 30 de agosto, há nomes essenciais da área no Brasil, como Geraldo de Barros (1923-1998), German Lorca, 87, e Thomaz Farkas, 84.
Mas a grande maioria é formada por artistas que estão em uma espécie de limbo da história da fotografia no país, mesmo que tenham feito uma produção interessante.
"A atual direção do Foto Cine Clube me pediu para organizar uma exposição em cima dos arquivos que eles mantêm. Há muita coisa boa e que precisa ser exibida para o público", diz Iatã Cannabrava, 46, que assina a curadoria da exposição junto de Mônica Caldiron, da equipe do Centro Cultural São Paulo.
"O meu recorte não se deteve apenas nas imagens que se tornaram mais conhecidas da produção do clube dos medalhões. Vai desde registros de estilo pictorialista [que imitam técnicas da pintura e da gravura] até imagens feitas mais recentemente, nos anos 70 e 80, coloridas e que nunca foram vistas em mostras mais amplas", conta Cannabrava.

Visita
Fundado em 1939, o Foto Cine Clube Bandeirante é considerado o principal catalisador da fotografia moderna no Brasil, em especial entre o final dos anos 40 e o começo da década seguinte. Consolidou o que viria a ser chamada "escola paulista", mas hoje, ainda em funcionamento, passa por um período de ostracismo.
A convite da Folha, German Lorca visitou a exposição no CCSP e lembrou do período em que foi sócio do agrupamento, nos anos 50. Dividindo os experimentos fotográficos com o trabalho de contador, o paulistano do Brás era assíduo debatedor das reuniões acaloradas do clube, que ocorriam em sua antiga sede, na rua São Bento.
Passeando com agilidade pelos corredores da exposição, Lorca se empolga até com registros ultrapassados feitos em trabalhosas técnicas, como o bromóleo, de nomes pouco conhecidos, como Claudio Pugliese. "Há um trabalho de composição interessante; não é ruim", comenta ele, vendo um registro de um pátio andaluz.
Ao ver fotografias de Eduardo Salvatore e José Yalenti, outros fotógrafos que conseguiram projeção, lembra das discussões que ele, Farkas e Barros empreendiam com os mais conservadores.
"O Salvatore ficou décadas à frente do clube e era muito chato nessa coisa de seguir as regras. Gostava muito dele, mas o Salvatore e, muitas vezes, o Yalenti, brigavam feio com a gente. Falavam "Isso não é foto" sobre as nossas experimentações", diz Lorca.
Ao mesmo tempo, o artista não se conforma com algumas das fotografias presentes na exposição, como uma de Aldo de Souza Lima, um mapa estilizado do Brasil feito de café derramado. "É de um simbolismo estúpido, os contornos do Brasil saindo de uma xícara de café caída. Isso mostra que tinha muita coisa ruim por lá."
Lorca também destaca produções arriscadas de nomes não tão conhecidos -Marcel Giró, Gertrudes Altschul, Ivo Ferreira da Silva e Tufy Kanji, entre outros. "Não só quem ficou mais famoso fazia boas fotografias."

Regras
Já Thomaz Farkas salienta a produção de colegas que ficaram menos em evidência, como Fredi Kleemann, Gaspar Gasparian e Chico Albuquerque, e da convivência complicada.
"No começo do clube, era ótimo. Só que, depois, acontecia o julgamento das fotos, por um sistema de notas, dividido em itens. Aí já não dava mais, ficou muito chato", conta ele. "Eu não gosto de me enquadrar em regra nenhuma."


Frases

"Meu recorte não se deteve nas imagens que se tornaram mais conhecidas da produção do clube dos medalhões. Vai de registros de estilo pictorialista a imagens feitas nos anos 70 e 80, coloridas e que nunca foram vistas em mostras mais amplas"
IATÃ CANNABRAVA, curador da exposição ao lado de Mônica Caldiron

"Não só quem ficou mais famoso fazia boas fotografias"
GERMAN LORCA, fotógrafo, sobre a produção de nomes que não se tornaram célebres e estão presentes em mostra


Acervo está em 11 caixas de papelão

DA REPORTAGEM LOCAL

Os curadores da exposição "Foto Cine Clube Bandeirante - 70 Anos" se debruçam desde 2006 nos arquivos da instituição para montar a atual mostra. "Boa parte da história da fotografia brasileira está em 11 caixas de papelão", diz Iatã Cannabrava, ao lembrar do armazenamento da produção do clube, em funcionamento desde 1939 e que hoje tem sua sede na rua Augusta. "Ao ver a mostra pronta em cartaz, dá para atestar como é imprescindível a boa conservação desse acervo. Acho que o ideal é estabelecer uma parceria entre o clube e instituições como o CCSP para que isso não se perca." Cannabrava e Mônica Caldiron destacam, assim como Farkas e Lorca, a produção de boa qualidade de nomes que não ficaram famosos. "Vendo as imagens de um fotógrafo como Eduardo Enfeldt, por exemplo, não dá para entender o porquê de ele não ser reconhecido", diz Cannabrava. Em "Regimento da Madrugada", Enfeldt mostra soldados sentados em um momento de descanso e tira proveito das formas dos capacetes enfileirados. Além dele, a mostra tem outros bons registros de nomes como José Oiticica Filho, Kazuo Kawahara e Rubens Scavone. (MG)


FOTO CINE CLUBE BANDEIRANTE - 70 ANOS

Quando: de ter. a sex., das 10h às 20h, sáb. e dom., das 10h às 18h;
até 30/8
Onde: CCSP (r. Vergueiro, 1.000, tel. 0/xx/11/3397-4002); livre
Quanto: entrada franca

domingo, 5 de julho de 2009

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Oficinas no Estúdio do Kazuo Okubo








com Beto Rocha.

As oficinas proporcionarão ao participante a oportunidade de conhecer o processo fotográfico digital, desde a concepção técnica até o resultado final através de ferramentas de pós-produção como o Photoshop.

Investimento:
Sócio da AFOTO ou da Asbac: R$ 175 – Não sócio: R$ 250,00

Formas de pagamento:
À vista ou 50% do valor no início e 50% no final.

Carga Horária:
2 horas / Aula.
5 aulas. Total 10 horas.
Horário: 19h30 até 21h30 nos dias de semana e 9h até 11h aos sábados.

Vagas:
15 Participantes por oficina.

Local:
Estúdio Kazuo Okubo.

Datas:
Turma A – 23/06, 27/06, 30/06, 04/07 e 07/07 (terças e sábados).
Turma B – 25/06, 28/06, 02/07, 05/07 e 09/07 (quintas e domingos).

Faça aqui sua pré-inscrição
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com Zé Rosa.

Pinhole é a técnica que utiliza uma câmera escura sem lentes, feita com latas ou caixas, na qual se faz um pequeno orifício para entrada da luz. As oficinas de pinhole promovem o conhecimento científico e a desmistificação da técnica.

Investimento:
Sócio da AFOTO ou da Asbac: R$ 110 – Não sócio: R$ 160,00

Formas de pagamento:
À vista.

Carga Horária:
5 horas / Aula.
Horário: 9h até 12h / pausa / 14h até 16h.

Vagas:
10 Participantes por oficina.

Local:
Estúdio Kazuo Okubo.

Datas:
Turma A – 28 de junho (domingo).
Turma B – 05 de julho (domingo).

Faça aqui sua pré-inscrição
mais informações aqui




Estúdio Kazuo Okubo – Setor de Clubes Sul, Trecho 2, Conjunto 31 – ASBAC (Em frente ao restaurante Francisco).

Mais informações: (61) 3878-9100

quinta-feira, 11 de junho de 2009

domingo, 31 de maio de 2009

De volta à natureza, em fotos e ação, Sebastião Salgado

31/05/2009

De volta à natureza, em fotos e ação

The New York Times
Jori Finkel
Em Los Angeles
Sebastião Salgado parece um pouco alérgico a Los Angeles. E isso não é só porque o celebrado fotojornalista brasileiro está fungando desde que chegou na cidade. "Nasci num ecossistema tropical. Não estou acostumado a essas plantas", diz ele.

Mas também porque ele apimenta sua descrição da cidade com palavras como estranha e maluca, observando que ficou mesmerizado com o fluxo interminável de automóveis que viu da janela de seu avião ao chegar aqui.

A região metropolitana de Los Angeles é, em todo caso, uma disparidade frustrante em relação às remotas, pouco povoadas e desertas locações por onde ele tem viajado para realizar seu trabalho épico e ecológico em andamento chamado "Gênesis". Famoso por dar uma face humana à pressão política e econômica de países em desenvolvimento, Salgado está fotografando os vestígios mais prístinos de natureza que pode encontrar: áreas do planeta intocadas pelo desenvolvimento moderno.
  • EFE

    Para seu novo projeto "Gênesis", o fotojornalista Sebastião Salgado está montando uma história visual sobre os efeitos do desenvolvimento moderno sobre o ambiente


Ele visitou a tribo seminômade Zo'é, no coração da floresta tropical brasileira e enfrentou trechos desolados do Saara. O próximo destino: dois meses na cadeia montanhosa Brooks, no Alaska, no rastro dos caribus e das ovelhas Dall.

Mas esse tipo de ambientalismo é caro o suficiente para ele ter de voltar para as cidades grandes em busca de apoio. Foi o que o trouxe aqui para três dias de negociações, reuniões e festas. Numa noite ele fez uma apresentação de slides mostrando seu novo trabalho de "Gênesis" para uma platéia lotada no Hammer Museum. Na noite seguinte, ele foi o convidado de honra num jantar para levantar fundos na galeria Peter Fetterman, em Santa Mônica, onde parte de seu novo trabalho está sendo exibido na mostra "África", até 30 de setembro.

Depois disso, ele foi para São Francisco para um jantar beneficente dado por Robin Williams, antes de voltar para Paris, que ele considera sua casa, tanto quanto Vitória, no Brasil.

Isso pode parecer uma agenda de penitência, mas o fotógrafo de 65 anos diz que não se importa e não perde a concentração no trabalho mesmo quando cercado por colecionadores e celebridades que apóiam a arte.

Sentado na galeria Peter Fetterman, com uma foto de zebras na Namíbia pendurada sobre sua cabeça, Salgado comparou seu tempo longe da natureza com o momento de potencial ruptura em que ele tem que trocar o filme em sua câmera, quando ele gosta de fechar os olhos e cantar para não perder a concentração.

"Eu vim aqui para algumas coisas especiais, mas minha cabeça está lá, meu corpo está lá", disse ele com uma expressão absorta e um leve sotaque brasileiro. "Posso dormir num quarto de hotel em Los Angeles, mas na minha cabeça estou sempre editando fotos".

Para "Gênesis", um projeto de oito anos concluído quase pela metade, ele está montando uma história visual sobre os efeitos do desenvolvimento moderno sobre o ambiente. Mas em vez de documentar diretamente os efeitos da poluição ou do aquecimento global, por exemplo, ele está fotografando lugares naturais que ele acredita que de certa forma "escaparam ou se recuperaram" dessas mudanças: paisagens de terra e mar, animais e tribos indígenas que representam um estado anterior, puro - prístino é a palavra favorita - da natureza.

Dessa forma, "Gênesis" é um projeto grandioso e romântico de retorno à natureza, combinando elementos pastoris e sublimes. Salgado também o descreve como um retorno à infância, quando ele cresceu numa fazenda no Vale do Rio Doce, no sudeste do Brasil - que na época tinha 60% de mata atlântica - que sofreu com erosão e desmatamento terríveis. Anos mais tarde, em 1998, ele e sua mulher, Lélia, fundaram o Instituto Terra, com 1.500 acres, para realizar um projeto de reflorestamento ambicioso na região. Sua mulher, que também cuida do design de seus livros e exposições, é a presidente do instituto; ele é o vice-presidente e seu porta-voz mais famoso. Ou, como Ian Parker escreveu na revista "The New Yorker", Salgado é mais do que um fotojornalista, "da mesma forma que Bono é algo mais do que um pop star".

Resumindo, enquanto o Instituto Terra é o braço enraizado de ativismo ambiental local, "Gênesis" é sua contrapartida voltada para as fotos, com uma visão mais global. Desde que empreendeu a série em 2004, visitou cerca de 20 lugares nos cinco continentes.

Ele começou com uma série de fotos das Ilhas Galápagos, que homenageavam os estudos de Darwin por lá. (Salgado disse que o título, "Gênesis", não tem intenção de ser religioso.) "Darwin passou entre 37 e 40 dias lá", disse. "Eu consegui ficar três meses, o que foi sensacional". Ele ficou impressionado de ver com os próprios olhos a seleção natural em espécies como o cormorão, um pássaro que perdeu a capacidade de voar depois de ter sido obrigado a buscar comida debaixo d'água.

No outono passado, Salgado passou dois meses na Etiópia, onde fez uma caminhada de cerca de 800 quilômetros (com 18 mulas de carga e seus donos) desde Lalibela até o Parque Nacional Simien, onde fotografou montanhas, tribos indígenas e espécies raras como um babuíno peludo conhecido como "gelada". "Eu estava viajando naquela região da mesma forma que as pessoas faziam a 3 ou 5.000 anos atrás", disse.

Bem, quase da mesma forma. Ele levava um telefone via satélite, o que o tornou o guia do grupo no que dizia respeito a receber notícias das eleições norte-americanas em novembro. "Quando descobrimos que Obama venceu, todos que estavam guiando as mulas começaram a pular", disse.
Ele chamou a eleição de Obama de "uma vitória para o planeta".

Ele tem um otimismo cauteloso em relação a seu próprio trabalho ambiental.

"Estou 100% certo de que, sozinhas, minhas fotos não fariam nada. Mas como parte de um movimento maior, espero que elas façam a diferença", disse ele. "Não é verdade que o planeta está perdido. Precisamos trabalhar duro para preservá-lo".

Os primeiros projetos de Salgado também foram instigados por uma sensação de urgência. Antes de se tornar um fotógrafo ele fez seu trabalho de doutorado em economia agrícola na Universidade de Paris e trabalhou como economista para a Organização Internacional do Café em Londres. É possível ver essa formação na abrangência e complexidade de suas fotos.

"Trabalhadores", um projeto de sete anos concluído em 1992, trazia imagens de trabalhadores de 26 países, incluindo suas aclamadas fotos dos garimpeiros em Serra Pelada, no Brasil. "Êxodos", um projeto de seis anos fotografado em mais de 40 países e concluído em 1999, focava imigrantes, refugiados e outras populações deslocadas que são financeiramente, e com frequência fisicamente, vulneráveis. (Ambas as séries se tornaram livros.)

Um curador do Getty Museum, Brett Abbot, que está incluindo "Êxodos" em sua mostra de 2010 sobre fotojornalismo narrativo, diz que essa "abordagem épica" é uma das marcas registradas de Salgado: "De todos os fotógrafos que estou olhando, ele foi provavelmente o que escolheu as maiores estruturas conceituais. Ele está sempre olhando para os problemas globais".

Nesse sentido, "Gênesis" não é uma novidade tão grande quanto pode parecer de início.

Mesmo apesar de ele ter recentemente migrado para uma câmera digital para impressões de grande escala, as fotos de Salgado tem uma sensibilidade consistente. Ele ainda faz negativos. E ainda gosta de fotografar seus temas usando contra-luz, enfatizando - ou romantizando, dizem seus críticos - suas formas. Ele ainda trabalha em preto e branco. E seu trabalho ainda culmina em ensaios fotográficos que, através de uma rede de pequenas histórias, revelam algo a respeito de uma espécie inteira. Seu tema fundamental são os sistemas sociais, e agora os ecossistemas.

Seu galerista de longa data, Peter Fetterman, também vê uma linha contínua forte em sua carreira. Apesar de ter inicialmente se surpreendido com o interesse pelas paisagens exuberantes ("Quando eu vi os negativos, achei que talvez estivesse no estúdio errado, ou no arquivo de Ansel Adams"), ele disse que a empatia de Salgado pelas temas é um traço fundamental. "Outros fotojornalistas saem e voltam em um dia", disse Fetterman. "Sebastião vai e vive com seus temas por semanas antes de tirar a primeira foto".

Salgado também enfatiza a continuidade entre seus vários projetos. "Não há diferença entre fotografar um pelicano ou um albatroz e fotografar um ser humano", disse ele. "Você precisa prestar atenção neles, passar tempo com eles, respeitar seu território". Até as paisagens, diz ele, têm sua própria personalidade e retribuem uma certa dose de paciência.

Seu objetivo em "Gênesis" é produzir um total de 32 ensaios visuais, que ele espera exibir em grandes parques públicos assim como em vários museus a partir de 2012. "É o meu sonho mostrar o trabalho no Central Park, não em algum prédio, mas do lado de fora, junto com as árvores", disse ele.

Até agora, o apoio financeiro para o projeto veio de vendas em galerias e acordos de reprodução com revistas como a "Paris Match" na França e a "Visão" em Portugal. Duas fundações de Bay Area - Susie Tompkins Buell's e o Christensen Fund - também emprestaram dinheiro.

Eventualmente, para levantar dinheiro para a publicação, ele planeja lançar uma edição limitada de 20 fotografias em platina. Esta seria a primeira vez para Salgado, que é conhecido por imprimir suas fotos democraticamente, tantas quantas forem requisitadas.

Este é apenas um dos elementos que faz com que "Gênesis" pareça um projeto para a posteridade: a contribuição cuidadosamente planejada e bem intencionada de um fotojornalista veterano para seus filhos, netos e para o mundo como um todo. Mas ele diz que não pensa no projeto como seu último. Apesar de admitir que talvez não tente fazer novamente uma caminhada de 800 quilômetros nas Montanhas Simien, ele diz que não tem planos de se aposentar tão cedo.

"Não conheço nenhum fotógrafo que tenha parado de trabalhar só porque fez 70 anos", disse ele, acrescentando que os fotógrafos tendem a viver por muito tempo. Ele mencionou Henri Cartier-Bresson, que morreu com 95 anos, e Manuel Alvarez Bravo, que viveu até os 100.

"Eu fui à Cidade do México para a celebração do 100º aniversário de Alvarez Bravo", disse. "Ele estava doente, com seus pés dentro de uma banheira de água quente, mas ainda estava com sua câmera. E então ele fotografava os pés".